Quando a questão é viajar por 8h, 9h, até 12h de avião com crianças muitas dúvidas surgem. Vôo noturno ou diurno? O que levar a bordo? Apelar para remédios que ajudam a relaxar e evitam enjôo ou não? Como se preparar para uma longa viagem de avião com os filhos?

A única vez que eu havia viajado para os EUA com a Bruna, eu estava grávida de 7 meses da Clara e ela estava a poucos dias de completar 2 anos, então aproveitei o benefício de bebês não pagantes e fui com ela no colo. Foi tranquilo, mas é obvio que não é uma confortável noite de sono para quem carrega uma criança no colo.

Dessa vez apesar de estarmos viajando com mais 2 adultos (marido e sogra) estávamos bem distantes então o relato de hoje é de uma pessoa viajando sozinha com 2 crianças: uma de 3 anos e meio (com assento) e uma de 1 ano e 4 meses (no colo) – pelo menos no vôo de ida.

Vôo Noturno ou Diurno?

Noturno, sem dúvidas. Se em um vôo de 10h as crianças dormirem muito pouco, vão dormir 5h. Considerando que durante as outras 5h tem 2 refeições, um filme pra distrair e idas ao banheiro sobra pouco tempo tendo que controlar as crianças.

Já se você encontrou uma super mega promoção para um vôo diurno e prefere encarar, se prepara e boa sorte! Peguei um vôo diurno em fevereiro para Orlando para fazer compras da lojinha e o menino atrás de mim era tão agitado e estava tão entediado que não parava de chutar a poltrona. É um tormento para os pais e para quem viaja perto, mas cada um conhece seus filhos. Eu iria chegar lá muito mais cansada e estressada.

Classe? Econômica mesmo. Só não aguenta viajar com crianças na econômica quem está muito mal acostumado com o conforto de uma executiva, mas como eu estava disposta a me aventurar, fui feliz e contente. Nada é impossível, basta querer.

O que levar a bordo?

Eu não tinha me preocupado com a viagem até dois dias antes. De repente pensei: como vou fazer sozinha com duas? A Bruna tem poltrona mas não dorme sentada! Corri no whatsapp (zapzap para os íntimos kkkk) e perguntei para uma prima super experiente em vôos internacionais como ela fazia. Ela tem um menino de 7 anos e gêmeas de 4 anos que viajam desde que tinham 1 ano, então não podia ter melhor conselho. Ela aconselhou a levar travesseiro e dramin.

1- TRAVESSEIRO! O travesseiro ajuda MUITO a acomodar os pequenos.

Travesseiro para dar apoio e não cansar braços e pernas.
Travesseiro para dar apoio e não cansar braços e pernas.

Mas a Bruna acabou pedindo o travesseiro (dela rsrs) e eu deixei. Infelizmente a foto ficou muito escura e não deu pra aproveitar.

2- JANTAR e FRUTAS

Como a Clara não come bem, e a Bruna também tem seus momentos eu preferi levar um macarrão com carne moída no vôo para garantir que elas comessem alguma coisa.

Apesar de ter pedido a comida do avião, a Bruna comeu só um pouco do arroz e não gostou muito. Mas a salada de frutas elas comeram tudinho. E as uvas que eu levei também.

Mas pode levar comida no avião? E em vôos internacionais?

Sim, pode!!! Embarquei com uvas, damascos, macarrão, carne cozida e fórmula. Você também pode levar sucos e papinhas sem problemas. A única restrição é entrar nos EUA com alimentos de origem animal e vegetal (sementes, plantas, carnes) por causa de contaminação e fiscalização agrária. O que não for consumido no vôo e não for industrializado, você joga fora antes de passar pelo fiscal  e pronto.

3 – LEITE (Peito, mamadeira, fórmula)

Como eu ainda amamento a Clara ficava mais fácil de oferecer o peito na hora que ela resmungava, assim não incomodava ninguém. Para a Bru, levei mamadeira e Milnutri e pedi água para os comissários.

Quente/Frio

Se o bebê/criança estiver acostumado a leite morno e não toma à temperatura ambiente, basta pedir um pouquinho de água quente (eles têm no carrinho para fazer chá) e misturar com água normal. Cuidado que é MUITO quente.

No vôo de volta (depois de 17 dias) eu não tinha Milnutri que acabou na noite anterior então pedi leite de vaca, coloquei na mamadeira e voilá. Ela tomou dormindo uma a noite e outra de manhã.

4- Levar iPad, brinquedos, mantas?

  • O iPad nós levamos e não utilizamos quase nada na ida, assim como o fone (não dá pra usar aquele do avião nas crianças pois não para no ouvido. O nosso é um seguro para crianças comprado na Apple). A Bruna começou a ver Frozen no avião, mas nem assistiu tudo. Mas na volta foi superrrrrr utilizado, pois fizemos conexão e passamos praticamente o dia em aeroporto.

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  • Manta: SIM. Levamos a manta da Bru (vou contar em outro post o fim dela) e também usamos a manta oferecida no avião. Usamos muito em NY por causa do vento.
  • Brinquedos: Se não fizer barulho ou tiver luzes piscantes, podem levar. Eu não levei nenhum e foi tranquilo, mas cada um sabe das suas necessidades. 😉

5- ROUPAS

Sempre sempre sempre roupas extras. O xixi pode vazar, a roupa vai chegar suja e se já for emendar um passeio assim que chegarem ao destino, você precisa ter roupas limpas à mão para não ficar abrindo as malas na recepção do hotel, já que o check-in normalmente é só após as 15h.

O SONO

O momento mais esperado: o sono.

A dica do dramin eu não segui, porque eu nunca ofereci às meninas e achei que não precisava porque elas não dão muito trabalho, mas converse com o pediatra antes e se ele falar que tudo bem, manda ver! 

Após o jantar e as frutas, cada uma tomou o seu mamá e se rendeu por volta de meia-noite.

Na ida tivemos sorte: o avião era pequeno e a fileira do meio tinha apenas 3 lugares. Como o vôo não estava lotado, a poltrona ao lado estava vazia e a Bruna pôde deitar ocupando 2 lugares (e com o travesseiro). Acomodei a Clara na minha perna e dormi reclinada sobre elas por mais de 1 hora.

Meu marido quis ir nos ver depois de uma turbulência  e levou o maior esporro do comissário. Ele viu que estávamos dormindo e passou o recado, mas não deixou que ele fosse até lá.

Depois de umas 2-3h de sono (e aproximadamente 4:30h de vôo), a Clara começou a dar mais trabalho e não encontrava posição. E nem eu. Mamou umas 4x em um período de 2h, mudamos de posição umas 10x, mas sempre dormindo. Eu revezava ela na perna, nos braços, esticava as pernas sobre parte da poltrona ao lado, mas depois de um tempo ela entrou em outro estágio de sono pesado e dormiu as últimas 3h  dividindo travesseiro com a Bruna. Foi um sossego e deu pra descansar mais um pouco.

Deitadas em 2 poltronas e com o bendito travesseiro (Obrigada, Ru)
Deitadas em 2 poltronas e com o bendito travesseiro (Obrigada, Ru)

Nenhuma das duas acordou até depois do café da manhã. Nem na ida e nem na volta.

Dividindo o travesseiro
Dividindo o travesseiro

Na volta o vôo estava cheio e a poltrona da Bruna era separada da minha, mas logo que eu entrei um cara foi super simpático e trocou comigo. Assim que acabou o jantar, meu marido pegou a Bruna dormindo e levou pra ficar com ele. Ela dormiu a noite toda lá e só voltou depois do café da manhã. A Clara dormiu no meu colo e e mamou umas 2 ou 3x sem acordar (e eu tinha a poltrona da Bruna ao lado pra me esparramar – até parece). Na segunda metade da viagem – naquele sono pesado – consegui colocar a Clara deitada na poltrona (porque até então ela não saía do meu colo).

Idas ao banheiro

Achei que tinha acabado o post, mas lembrei da aventura de ir ao micro-banheiro com 2! hahaha

Fomos ao banheiro uma vez enquanto estavam todas acordadas. Coloquei a Clara sobre a bancadinha da pia enquanto a Bru fazia xixi. Se não me engano eu esqueci de levar a bolsa e tive que voltar pra trocar a Clara. Depois desci o trocador, troquei a Clara e coloquei fralda na Bruna. Levei elas de volta para a poltrona.

De manhã pedi a marido para olhar as duas pois elas continuavam dormindo e fiquei com medo de acordarem ou se virarem e fui de novo ao banheiro.

Viuuuu, simples né? hahahaha Não é nada impossível, basta querer se aventurar um pouquinho e curtir umas férias longe de casa.

Bjinhosssss

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.