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Olá mamães…

No post de hoje vamos conversar sobre a escolha alimentar dos pequenos na hora das refeições.
Muitas mamães costumam queixar-se da alimentação dos filhos por volta dos 2-3 anos da criança, mas o que acontece com os pequenos na hora da alimentação?

As reclamações são várias: a quantidade que eles comem, local que querem comer, com quem querem comer e principalmente o que querem comer!

Conforme já conversamos em outras ocasiões, os pais devem sempre estimular hábitos alimentares saudáveis, porém a quantidade a ser ingerida, cabe aos pequenos decidirem.

A seletividade alimentar é um processo que a maioria das crianças reproduz e coincide com o amadurecimento das crianças, maior exposição ao convívio social e suas modificações, e algumas vezes, como resposta a um provável desconforto que determinado alimento pode causar no organismo.

Para entender melhor essa questão e as variáveis que englobam a seletividade alimentar/recusa alimentar, vou falar sobre as formas que ela pode se manifestar nos pequenos, ajudando a entender quando é hora de realmente se preocupar.

  • Seletividade Verdadeira ou Anorexia Verdadeira

As crianças desse grupo costumam apresentar dificuldade em se alimentar de maneira espontânea. É a criança que efetivamente, come pouco.

Crianças desse grupo também tendem a somatizar agentes externos (discussões familiares, mudança de rotina, nascimentos e perdas familiares) a fatores orgânicos/patológicos como infeções respiratórias, doenças do sistema nervoso central e desarranjos intestinais (diarréia, vômitos, refluxo, obstipação intestinal, intolerância e alergia alimentar).

É válido lembrar que algumas crianças amamentadas ao seio materno, quando desmamadas de maneira abrupta podem apresentar esse comportamento, como forma de demonstrar sua insegurança, descontentamento e tristeza, frente a perda sofrida.

A última série de características das crianças desse grupo está relacionada a alimentação de rotina. Essas crianças podem se recusar a comer quando observam o mesmo cardápio todos os dias, mesmos sabores e a consistência predominante das refeições (carne cozida, legumes cozido, frango cozido, peixe ao molho…etc).

Afinal, o mesmo alimento, mesmo tempero e mesma consistência repetidamente, nos enjoam, porque com os pequenos seria diferente não é mesmo???

  • Anorexia fisiológica

É evidenciada por volta dos 6-12 meses, podendo durar até o 5 ano de vida. As crianças de maneira geral, tem uma desaceleração no crescimento ao final do primeiro ano de vida e por isso, uma diminuição NORMAL de apetite é esperada. Falamos sobre o pico de crescimento após o primeiro ano de vida, aqui.

Porém, papai e mamãe, preocupados, não entendem essas alterações e queixam-se com freqüência da quantidade de comida ingerida.
Um grande diferencial e característica positiva desse grupo, está relacionado a boa saúde dos pequenos que não tem nenhum problema relacionado a crescimento, e desenvolvimento de maneira global. Pelo contrário, apresentam saúde e disposição nota 10!

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  • Seletividade Alimentar ou Anorexia seletiva

Caracteriza a criança que recusa parcial ou totalmente determinado tipo de alimento. As crianças desse grupo são saudáveis, tornando o diagnóstico um pouco impreciso e difícil, visto que quem refere a alimentação insuficiente dos pequenos são, na maioria das vezes, as mães.
Normalmente as crianças desse grupo  repelem alimentos como frutas, verduras e legumes.  Algumas ainda, podem ter aversão a determinada cor e repelem a todo custo, por exemplo, alimentos verde. Ou seja…hortaliça nenhuma entra no prato!

E aí mamães….paciencia!!!

  • Pseudo-anorexia

É uma queixa comum nos consultórios pediátricos, mas não deve ser relacionada a grandes problemas.
As crianças desse grupo normalmente recusam determinado alimento, estando a negativa de se alimentar diretamente relacionado a desconfortos que determinado alimento causa frente a uma dor de dente, presença de aftas, ou outras condições que possam provocar dor e ou dificuldade de deglutir.

Após conhecermos os diferentes tipos de “seletivos” que temos em casa, fica mais fácil manter a calma quando alguma recusa alimentar se manifesta.

Em todo caso, um acompanhamento de rotina, um profissional qualificado e interessado no bem estar da criança e não apenas no peso, serão a chave de um diagnóstico certeiro e um tratamento adequado.

Gostaram???

Por hoje é isso….

Beijos

Sobre Leticia Fadelli

Letícia Fadelli Pio Crepaldi é paulistana, tem 25 anos e é formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo desde 2009. Fez cursos na área de Educação Nutricional, Pediatria, elaboração de Cardapio, Assessoria e Consultoria em Escolas. Fez estágio no Banco de Leite Referência do Estado de São Paulo (Banco de Leite Humano Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros), aperfeiçoando em processos de coleta manual e eletrica de leite humano, pasteurização, congelamento e manejo clínico de Aleitamento Materno. Depois de formada, trabalhou de 2011-2012 como Nutricionista da Merenda Escolar de SP, sendo responsável pela alimentação em 10 escolas e creches durante 1 ano na região Leste de SP. Atualmente mora no Japão.