A mãe não deseja nunca que seus filhos fiquem doentes. Deseja pra si toda febre, dor no corpo, tosse, coriza, mas não suporta ver seus filhos fracos e sem energia. Aqueles gritos e pulos sobre o sofá já fazem falta.

Um belo dia a mãe fica doente e pensa: Mas eu não posso ficar doente, eu preciso cuidar deles. Tenho que ser forte, dar conta de tudo, trabalhar, responder e-mails, ir ao correio, postar as encomendas no prazo. Passar no PS pra quê? O médico vai achar que eu fui lá a toa. É só uma dorzinha de garganta. Febre. Dor no corpo. Cabeça pesada. Manda mensagem pra mãe vir de Minas cuidar dela. Começa a auto-medicação.
A febre foi resolvida com um antigripal. No dia seguinte, apela pro anti-inflamatório pois mal consegue engolir a saliva. Uma melhora repentina e ela acha que está ficando ótima. Recebe os familiares, fazem um churrasco no final de semana, aproveita pra valer. A mãe (vovó) chega no domingo a noite. A rinite começa a atacar, toma uma anti-histamínico descongestionante e mais um daquele anti-inflamatório que fez milagre outro dia. Lembrando que a funcionária está afastada com problemas de saúde, resolve arrumar  bagunça para não começar a segunda-feira com o pé esquerdo. Dorme as 3h da manhã, acorda 6:40 para fazer seu check-up, volta pra casa depois das 10h (graças a vovó que veio e dispensou a funcionária que continuava com conjuntivite). Faz almoço, leva na escola, dorme um pouco a tarde para recuperar as energias, que estão ficando fracas. Falta ao ballet. Lava a louça, começa a assar uns pães de queijo. Acha de novo que está bem melhor e resolve fazer um piquenique para agradar a filha e chama as amigas dela. Uma delícia! Todo mundo aproveita. Faz o jantar.

Vai dormir mais cedo que o habitual, por volta das 23h. Acorda mal, mal, mal. Se entrega. Nariz entupido, garganta fechando de tão inchada, amígdalas vermelhas, secreção esverdeada. Para engolir a saliva, uma piscada longa. Não dá mais. Toma um banho 7h e vai pro PS. O médico disse que poderia esperar mais uns 2 dias antes de dar o antibiótico, mas tendo em vista que o quadro só piorava, o clima seco não ajuda, a voz já não sai e todos os outros sintomas citados, finalmente prescreve. Solução para o nariz, remédio para o estômago, 3 dias de corticóide e 10 de antibiótico. Diagnóstico: Rinossinusite + faringite. Atendimento perfeito, rápido e em 30 minutos já podia ir embora.

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faringite dor de garganta

Era eu, Aninha, por mim mesma. Saí da farmácia, comecei a chorar no carro, não queria estar doente, com tudo entupido e dolorido. Sentimental.

Cheguei em casa e troquei de carro com o marido na garagem. Ele me deu um abraço apertado e eu saí chorando. Tadinho! Não queria deixá-lo preocupado, mas sabe quando você se sente vulnerável e só quer um cafuné? Ganhei. E segui chorando.

Cheguei em casa e fui contar pra mamãe que eu tinha ido ao médico e tinha voltado cheia de remédios. Eu já voltada a sorrir com o meu afilhadinho. Mandei mensagem mandando um beijo pro marido ficar tranquilo que eu estava bem. Acho que precisava derrubar algumas lágrimas.

Mamãe cuidou das crianças que começavam a acordar, deu leite, frutas, biscoito.

Nessas horas você pensa que aquela lembrancinha que você deixou pra última hora para o Dia dos professores, vai ficar mesmo sem fazer, mas bola pra frente. Tem coisas mais importantes nesse momento pra me preocupar. Sorte que a Nana tinha me indicado uma diarista e como ela já veio aqui 2x, liguei e chamei de novo. A roupa de 10 dias começa a ser passada! Ufa! O cara da assistência técnica vem olhar a máquina que parou de funcionar (isso porque teve manutenção em agosto). O jeito é investir pra não enlouquecer. Mas parece um círculo vicioso. Quanto mais se trabalha, mais se gasta com remédios, ajudantes, e etc.

Mas tenho certeza que não sou a única. Fica aqui um abraço apertado em todas as mamães que um dia ou outro só queriam ficar deitadas e sendo cuidadas, assim como fazem com seus filhos. O que nos resta a não ser levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima?

E pensando nisso que educo minhas filhas, para que um dia elas nos acolham, a mim e ao pai, em seus colos e suas casas. Porque já pensou….?!

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.