Logo após o parto precisamos de ajuda? Precisamos de enfermeira, babá, avó por perto ou damos conta sozinhas?

Na semana passada me perguntaram se eu tive ajuda quando as meninas nasceram e resolvi escrever sobre.

Eu tive ajuda da minha mãe e sogra durante 13 dias quando a Bruna nasceu. Na verdade com 13 dias, elas foram embora pras suas casas, 10 dias depois da alta hospitalar. Na época eu tinha empregada, mas ela nunca pegou a Bru… eu achava que não tinha necessidade. Ela cuidava da casa, roupas e comida e eu, da pequena. Até na hora de tomar banho eu levava a Bru para o banheiro comigo… kkkkkk coisa de mãe de primeira viagem.

Agora, com a Clara, minha sogra estava trabalhando e ficou nos finais de semana, principalmente para ajudar a dar atenção à Bru. Apesar de estar de férias, minha mãe teve que ir embora no dia da alta pois estava com conjuntivite, e só voltou pra minha casa com 15 dias, e ficou por uns 10 dias. Também estou com empregada, mas dessa vez, me apoio nela e confio. Deixo a Clara sob os cuidados dela para levar a Bru à escola, ir ao banco e correios.

A decisão de ter ou não ajuda é muito pessoal e envolve alguns fatores:

  • Financeiro

Acho que muitas pessoas gostariam de ter empregada e não tem condições, nesse caso o jeito é rebolar e “se virar nos 30”. É FUNDAMENTAL que o marido também se responsabilize pelos afazeres de casa, já que a família não pode pagar por uma ajuda profissional.
Maridos: as mãos de vocês não vão cair se lavar a louça, varrer o chão ou tirar o lixo, ok?! hehehe Podem ter certeza que por mais que ajudem a mulher ainda estará sobrecarregada.

A minha opinião é que se tem alguém para fazer o serviço de casa, a mãe dá conta de cuidar do bebê com um pouco mais de facilidade. Não acho que a babá seja tãoooo necessária (no caso de ter só 1 filho) pois quem amamenta é a mãe mesmo, e isso é o que consome maior tempo (a não ser que o leite seja tirado e oferecido na mamadeira, aí a babá que dorme em casa é útil nas madrugadas). Mas, se dinheiro não for problema, e a mãe souber dosar o quanto precisa da babá, não entregando tudo à ela, a babá com certeza ajuda muito.

  • Relacionamento (Mãe, sogra, marido, etc)

Poder contar com a mãe ou sogra é ótimo, quando o relacionamento ajuda. Eu tive a sorte de ter as duas comido por 15 dias quando a Bruna nasceu, e tudo correu super bem. Sem palpites demais, sem turbulência. Mas as avós de hoje em dia não são como as de antigamente, tá?! Não chamem elas pra cuidar da casa, lavar roupa e fazer as coisas que a empregada faria… elas só querem botar o bebê pra arrotar e dar banho, além de cozinhar delícias e encher a gente de comida (e canjica pra dar leite! kkkk #coisadevó). hehehe
Se o relacionamento não for muito bom, melhor evitar o stress e contar com elas nos finais de semana e visitas.

  • Físico e estrutural

Você tem que ter espaço e estrutura se quiser uma babá/empregada que durma ou hóspedes em casa. Mesmo sem estrutura para receber (como eu não tinha quando a Bru nasceu, pois morávamos num Loft), quando a vontade em ajudar e paparicar é muito grande, as avós se ajeitam em colchões no chão mesmo! hehehe Se isso, claro, não incomodar os pais.

  • Emocional da mãe

Se a mãe é uma pessoa calma, tranquila, provavelmente vai ter menos dificuldades com amamentação e cuidados com o bebê, e pode dar conta das tarefas com mais facilidade do que as mães inseguras, ansiosas e estressadas.

O que a mãe precisa depois do parto:

  • Tranquilidade
  • Apoio emocional
  • Carinho
  • Atenção
  • Descansar
  • Conselhos, apoio e incentivo

O pós-parto é um momento muito importante para mamãe e bebê se conhecerem, e o pai também, claro. Mas com a amamentação e cuidados, a relação da mãe com o bebê é muito mais intensa, por isso papais, coloquem o bebê para arrotar, para dormir, e participem da rotina dele, garantindo assim um vínculo com vocês, pais e mais uns minutos de sono e sossego pra mamãe.

O que uma mãe DEFINITIVAMENTE não precisa:

  • Cobrança
  • Palpites
  • Tormento
  • Perguntas

Sim, perguntas: “Será que você não está fazendo errado?” “Você fez isso e aquilo?” “Não é assim, é assado!” ISSO NUNCA!

Por isso é bom se preparar para esse momento. Leituras, cursos, PACIÊNCIA E AMOR são muito importantes, e o papel do Pai e bom marido são fundamentais.

Bjossssss

 

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.