Na última quinta-feira no Amor e Sexo, na Globo, o assunto foi Sexo na Gravidez e percebi que esse assunto ainda é muito pouco esclarecido entre muitos casais.

Eu nunca (antes) havia pensado que falaria desse assunto com naturalidade, pois sempre fui mais discreta, mas depois de ter filhos e casamento, sabemos que o sexo faz parte da rotina e da vida de todo casal e hoje, mais madura, me sinto a vontade para falar a respeito. Deve ser feito de uma forma sadia e que seja bom para ambas as partes.

Primeiro: Cada caso é um caso, então não adianta “passar a receita”. O que pode ser bom pra mim, pode não ser pra você. O importante é o casal se entender e entrar em sintonia.

A mulher está em constante transformação: o corpo, hormônios, fase, tudo interfere. Conheço mulheres que tiveram a libido super aumentada, e outras que não. O importante é a mulher tentar entender as mudanças do corpo e aceitar; e o marido respeitar a hora do SIM e do NÃO. 

 

Em quais situações o sexo deve ser evitado?

  • Em casos de sangramento
  • Descolamento de placenta
  • Cólicas e dores abdominais
  • Placenta Prévia
  • Risco de Parto PrematuroNesses casos o médico obstetra geralmente proíbe a relação sexual (penetração), mas o casal pode e deve tentar se satisfazer de outras formas, desde que com bom senso.
    É muito importante que esse tempo seja respeitado, para evitar sustos, idas ao pronto-socorro e repousos que poderiam ser evitados.

O que pode ser feito?

Repito, com bom-senso, tudo. Você sabendo que gera uma vida não vai querer “plantar bananeira” né?! kkkkkk

Acho que no início temos mais medo… Sabemos que o primeiro trimestre é que mais nos preocupa e passar por ele é um verdadeiro alívio, não é? Um pequeno sangramento (que pode ser comum na gravidez, mas isso só quem sabe é o médico), é de deixar qualquer casal de cabelo em pé. A gente trava e nada funciona direito… isso é um tanto óbvio. Você está preocupada com o bebê que está sendo gerado, crescendo, e não quer que nada de mal aconteça. O marido tem que ter paciência e entender. É uma questão de prioridade e saúde e ponto.

O segundo trimestre é o melhor da gravidez. Não tem ‘alto’ risco de aborto como no primeiro e nem os fortes enjôos que algumas futuras mamães têm; a barriga não atrapalha tanto, pois ainda não está muito grande e não inchamos tanto como no terceiro trimestre.

No terceiro trimestre, as posições começam a ficar mais limitadas, pois a barriga pode estar grande e nem todas as posições são confortáveis.

Cada casal vai perceber e se adaptar durante a gestação às novas formas do corpo e necessidades. Quando a barriga estiver atrapalhando, podemos buscar outras posições ou até outras formas de prazer com o parceiro.

O marido tem medo de machucar o bebê?

Se seu marido/companheiro tem medo de machucar ou cutucar o bebê, você pode tranquilizá-lo, pois isso não vai acontecer.

O bebê está protegido pelo líquido amniótico, dentro da placenta, que por sua vez está dentro do útero. O pênis quando penetra no canal vaginal, chega no máximo até próximo à entrada do colo do útero, que por sua vez, possui cerca de 4cm até o útero.

Anatomia da Gestante: Notem o “Cervix” na imagem; O colo do útero tem cerca de 4 cm.

O que não deve ser feito? 

Estimular os seios através de sucção. Devemos lembrar que após o nascimento do bebê, o movimento de “sugar” provoca contrações para que o útero volte ao tamanho normal, além de estimular a produção do leite, e se for feito durante a gestação, pode provocar um estímulo precoce e parto prematuro.

Na gravidez os seios da mulher ficam inchados e volumosos, o que atrai ainda mais a atenção e desejo do marido, mas devemos saber até onde ir.

Posições mais comuns e confortáveis na gravidez:

O site Bebe.com.br preparou uma matéria ilustrada com 10 posições prazerosas e confortáveis para o sexo na gravidez. Filtrei 5 delas abaixo:

  • Sentada
  • Papai e Mamãe
  • Cachorrinho
  • Pelve levantada
  • Colher (Conchinha)

 Ilustrações na sequência:

5 posições prazerosas e confortáveis na gravidez – Fonte: Bebe.com.br

Minha experiência

Na verdade minha experiência já está relatada no texto acima, mas serei mais específica.

Na primeira gestação tive um pequeno sangramento, aquele ‘comum’ entre 12 e 14 semanas, quando a placenta está fixando na parede do útero. Pode não ter sido nada demais (Não chegou a ser descolamento) mas foi suficiente para levar um susto e a médica pedir que não houvesse relação. Fiquei afastada por 15 dias pois estava muito agitada no trabalho. Esse micro sangramento (tipo borra de café) aconteceu no dia seguinte a um dia bem puxado, que subi e desci escadas algumas vezes, e acho que meu corpo “pediu” repouso. Mas esse fato fez com que tomássemos mais cuidado quando foi novamente liberado que tivéssemos relação sexual, e mesmo assim, eu buscava posições onde a penetração não fosse muito profunda.

Agora na segunda gestação as coisas estão bem mais fáceis. Como já passamos por esse processo de mudança no corpo e gravidez antes, e sabemos como tudo acontece, acho mais fácil saber até onde ir. O desejo pode vir que não temos aquele medo como da primeira vez. Acho natural, afinal, tudo o que é novo é mais difícil né?!

Achei um vídeo no YouTube que fala mais ou menos isso que escrevi… Vcs podem assistir abaixo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2VOhDibgfLY[/youtube]

Se você não estiver à vontade para comentar, mas quer dividir/desabafar, podem me mandar e-mail: [email protected]

Prometo um post sobre a vida do casal após o nascimento do bebê.

Bjinhosssss!!

Foto: Google Imagens

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.