Diariamente estamos sendo bombardeados com informações. Antes escutava-se muito que não devíamos ficar com o bebe no colo ou fazer a cama compartilhada, que o parto cesárea era a melhor opção (prático) e que a amamentação era desnecessária após certo período. Hoje, os grupos contra o banalização do parto, a favor da amamentação, criação de vínculos através de uso da cama compartilhada e contra o consumismo começam a crescer e ganhar destaque. O que eu faço com tudo isso? Tento tirar o proveito e aprender um pouco.

Sim, aprender! Vejo que essas pessoas apesar do radicalismo todo tem fundamentos para falar o que falam e levantar bandeiras e começo a enxergar que eles são mais “evoluídos” do que a massa (na qual me incluo), que vai pra onde a onda (e a publicidade) levam.

Sempre fui “mamão com açúcar” em tudo e nunca achei que fosse falta de informação, mas tenho mudado minha opinião a respeito. É bom evoluir, né?!

Não tenho vergonha em assumir:

  • Já pensei em numerar em um post algumas razões para não amamentar depois de 1 ou 2 anos como: leite fraco, vida sexual, independência. Ainda bem que não prestei esse desserviço e hoje vejo que teria sido um absurdo sem tamanho.
  • Já usei argumentos: No parto vou estar com as unhas feitas, depilada, e a suite decorada com doces feitos sob encomenda; Parto natural é pré-histórico, arcaico e desnecessário. E já mudei minha opinião.

Agora os últimos burburinhos virtuais têm sido em torno de: CONSUMISMO. O contato com grupos e pessoas ativistas me fez enxergar algumas coisas, mas ainda não consigo me posicionar totalmente a favor e (muito menos) contra; acho que continuo no meio-termo. No que se refere à publicidade infantil por exemplo: não sou a favor de intervalos comerciais cheio de ofertas que enchem os olhos das crianças, e por isso minha filha assiste à desenhos no Netflix e no PlayKids TV, ao invés da TV aberta. Mas assiste desenhos. Não é uma criança desligada de gadgets e desenhos da Disney. Gastamos cerca de 40 reais por mês com esses dois serviços e ela assiste a mais desenhos do que gostaríamos, mas quando vejo estou atolada de trabalho e lá está ela ligando seu (nosso, mas que só ela usa) iPad.

Todos os anos meu marido viaja (geralmente para os EUA) e passa horas e horas na fila da Apple para adquirir os lançamentos da marca. É um tanto absurdo para alguns mas é uma paixão que virou trabalho (ele precisa estar por dentro das novidades) e nossa realidade é essa. Não dá pra comparar com a vida de um artista ou um professor e por isso acho que cada um tem que buscar um equilíbrio dentro da sua realidade.

Uma vez escutei de um amigo que na casa dele eles evitam dar presentes fora de hora e só dão no Aniversário, Natal e Dia das Crianças, demonstrando assim uma preocupação com o consumismo e em mostrar que não dá pra ter o que quer na hora que bem entende. Pensei: “Caramba, estamos muito errados aqui em casa… compramos presentinhos variados quando dá vontade (quando o marido viaja – todo mês – pois ele lembra muito dela e não gosta de voltar sem nada). Sempre tem alguma coisinha na mala, nem que sejam bolinhas de sabão coloridas (que ele traz logo 5 porque custava 1 dólar).” Como conviver com esse nosso consumismo e ainda assim ter controle da situação quando se trata da educação dos filhos?

Aí recebo um pouco mais de informação: que é errado presentear nas datas comemorativas como Dia das Crianças, pois foram datas criadas para o comércio se beneficiar e as famílias gastarem dinheiro. E aí? Confesso que fiquei um pouco confusa. O consumismo deve ser controlado no dia a dia e sem exceções para datas comemorativas? Ou evitar as datas e presentear quando for conveniente aos pais e a criança merecer? Não sei se isso é pior ou não (e repito, cada um tem uma realidade), mas é o que acontece aqui em casa. Compramos presentes quando convém (principalmente quando o marido viaja) e não me vejo obrigada a comprar um super presente de dia das crianças.

Uma campanha como a “Não compre um presente, dê carinho e atenção no Dia das Crianças.” não é pra ofender (sim, tem gente que se ofende), simplesmente alertar e mobilizar. Na minha humilde opinião (de não-ativista) pode sim existir um presente, mas não precisa ser um tablet, um celular ou uma boneca que custa o equivalente a algumas cestas básicas. Não é para ser uma simples entrega de presente, no estilo: “toma aqui o seu presente porque disseram que hoje é dia das crianças. Agora todo mundo senta no sofá e cada um faz o que lhe interessar.” 

Tem coisa melhor do que um dia diferente e cheio de atividades? Digo isso porque no último final de semana passei momentos tão gostosos com as meninas que me deu vontade de presentear a Bru (já que a Clara ainda não escolhe) com: “Um final de semana com atividades à sua escolha.” Zoológico? Uma tela enorme e tintas guache novas? Tudo isso acompanhado de um passeio com direito a se lambuzar de sorvete!

passeios em família

Um programa em família bem gostoso pode vir acompanhado de um presente, mas o que fica na memória e nas recordações é O DIA em si, são os momentos! Ano que vem o presente nem vai ser mais usado, mas aquela foto do bate-volta pra praia, um dia no Ibirapuera ou uma viagem ao Circuito das Águas pode ir até para a tradicional (e alguns acham brega) retrospectiva dos noivos no casamento.

passeios criança

A escolha da escola pode influenciar (e MUITO) no comportamento das crianças em relação à datas e presentes. Quando eu era criança eu estudava na única escola particular que tinha na cidade. Meus pais optaram por esse investimento, sempre pensando no melhor para o nosso (meu e das minhas irmãs) futuro, mas me lembro perfeitamente que no primeiro dia após as férias, Páscoa e dia das crianças, a pergunta era: Pra onde você viajou, o que você ganhou (quantos, os tamanhos e características), quantos e quais os tamanho doS ovoS de páscoa (porque quanto maior, mais $tatu$ né?)? Sempre tinha essa comparação chata e absurda, e isso eu não quero promover aqui em casa. O problema é que você tenta educar de uma forma, mas o seu “vizinho” faz de outra, e quando chega na escola, pimba! Tudo o que você tenta ensinar vai por água abaixo.

Confesso que não entendo muito sobre métodos de ensino e valores passados nas escolas, mas pedi para uma amiga pedagoga e ela escreverá escreveu um post para nos ajudar a escolher a melhor escola de acordo com os valores e princípios da família. (Atualizado: Ver aqui Métodos de ensino)

E vocês, o que pensam de datas, presentes, presentes fora de hora? O que programaram para o Dia das Crianças?

Bjossssssssss

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.