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Oiiii Pessoal!

Quando pensei no assunto do post a única coisa que me vinha à cabeça era o comportamento da Bruna nos últimos dias. Nesse final de semana em especial, ela nos surpreendeu com sua obediência e atenção quando conversamos com ela.

Desde que ela era um bebê, minha mãe e sogra me falavam da importância de conversar com ela, mas nós fomos além… eu sempre perguntava a “opinião” dela… mesmo quando ela ainda não me respondia. Lembro de uma vez em Minas que, ao perguntar sua “opinião” (ela tinha menos de 1 ano), minha avó se surpreendeu e perguntou se eu sempre a consultaria. Respondi que achava que sim, que gostava de perguntar a ela o que ela queria.

 

Alimentação

Na verdade ela ainda não escolhia, mas acredito que conversando e dando alternativas, ela se acostuma e gosta da idéia. Por exemplo: Tudo bem que ela VAI comer sopa, mas eu sempre falo com ela antes:  Bruuu, vamos fazer uma sopaaa??? Hummmm.. De arroz ou macarrão? E ela responde… Se não tem o outro, explico: “ahhhh, acabou o macarrão, mas vamos fazer uma sopa de franguinho, arroz, cenouraaa???  hmmmmm Olha que deliciaaaa.

Algumas mães mais experientes podem achar que isso não vai funcionar por muito tempo, até porque eles começam a ter muitas vontades e escolher o que querem, mas veja bem: a opção NUNCA vai ser batata frita ou cenoura; uva ou chocolate;  biscoito de polvilho ou salgadinho. Temos que ser conscientes ao oferecer os alimentos saudáveis como opção e não abrir mão de nenhum grupo de alimento.

OK, pode não funcionar com muitas pessoas, mas graças à Deus ela come de tudo e acho que esse hábito começou cedo. Ela ama brócolis, cenoura, chuchu, espinafre. Acredito que a forma de oferecer e estimular também seja fundamental.

Esse comportamento não é só alimentar… vamos à outros exemplos.

Saindo sem a pequena

Eu precisava ir ao supermercado com o marido ontem, domingo, e minha sogra estava aqui em casa. Abaixei na frente da Bru e falei: a mamãe vai sair. Ela já arregalou os olhos. E completei: a mamãe vai ao supermercado com o papai e já volta, mas você fica com a vovó. Esticou o beiço. Não precisa chorar. A mamãe vai lá comprar fralda. O que você quer que a mamãe traga pra você? Quer um suco? E ela começou a sorrir. Então a mamãe vai trazer um suco e morango. Você quer morango? E ela concordou, toda ansiosa para que eu trouxesse frutinhas e suco pra ela. Me despedi e falei que já voltava e assim ela ficou, linda e feliz.

A cena se repetiu mas tarde na casa do cunhado. Falei que ia ao supermercado com eles e ela ficaria com a vovó (e o papai que estava dormindo). Ela de novo quis reclamar e eu perguntei se ela queria uma maçã. Ela ficou toda feliz e saímos tranquilos para mais compras.

Viajando sem a pequena
Quando fomos viajar ela tinha quase 1 ano e 5 meses e expliquei diversas vezes que a mamãe e o papai iam viajar de avião. A frase já era conhecida, pois o papai já havia viajado algumas vezes. Sempre que falo “O papai vai viajar de avião”, a frase vem acompanhada de gestos e sons de avião, como podem ver nos vídeos, e acaba sendo uma distração:
[youtube]http://youtu.be/ekAqZd9R2Gg[/youtube]

[youtube]http://youtu.be/ZvBFlq1Dr9A[/youtube]

No dia que fizemos piquenique o ‘marido’ já estava viajando há 10 dias e ela viu dois helicópteros passando… (ou seria um helicóptero e um avião? Bom, nem reparei), olhou para o céu e falou: “Papai!!!” hehehe fofa.

Hora de Brincar `

Desde o início da gravidez ela começou com um tal de “É MÉU” que CÊS não tão entendendo! kkkkkk Parece que sabe né, que vai dividir tudo.
Como não temos descido para brincar com os amiguinhos do prédio, vou começar a “trabalhar” essa divisão de brinquedos e amigos. Ontem cedo ela ficou brava quando a amiga pegou a bola dela pra brincar, mas ofereceu a água dela…kkkkkk vai entender.

Chupeta

A hora da chupeta é outro momento que nós conversamos e explicamos há muito tempo: Somente para dormir. Optamos por dar a chupeta porque primeiro: acalmava mesmo e ajudava com as cólicas, e segundo, eu tinha medo dela ter a péssima mania que eu tinha de chupar o dedo.
Uma amiga disse outro dia que a filha também só usava  para dormir e que depois dos 2 anos perdeu “o controle”, e com isso fiquei ainda mais esperta. Ela vinha requisitando a chupeta mais vezes, e tive que ser mais firme com a decisão. A chupeta fica no berço. Quando ela acorda e me chama, eu chego no quarto conversando: Você já acordou, Bru???? Quer levantar? E ela olha pra mim com uma cara de sapeca, tira a chupeta da boca, joga “longe” no berço e estica os braços para pegá-la. Morro de amoresssss.
Fora de casa ficamos menos rígidos pois as vezes ela já tem sono, fica chata, mas luta muito para dormir, mas a chupeta vem sempre acompanhada da pergunta: “Você quer mimir??”

Ela já está tão acostumada que agora em casa, ao invés de pedir a “pepeta”, ela pede pra “mimir”, pois sabe que lá encontra a chupeta e se acalma.

Não supooooortoooo ver uns amiguinhos do prédio que brincam de chupeta no parque… pra quê gente???? E a babá de um deles que anda com a fraldinha pendurada no ombro? Afffff…. Não “guento”.

Conversando e explicando

Desde que a Bru era apenas um bebê eu conversava e explicava tudo à ela. A ida à escolinha, alimentação, a hora de sair de carro e prendê-la com o cinto no bebê conforto e depois na cadeirinha. Sempre fui narrando tudo o que ia acontecer, o que ia ser feito. Temos que lembrar que eles tem medos, vontades, insegurança.

Você gostaria que alguém te vestisse, pegasse a bolsa, enfiasse no carro sem saber o que está acontecendo, para onde vai e o que vai encontrar pela frente? Não né?? Eles também não devem gostar. 

Eu sempre expliquei o que vinha pela frente: que era a hora do banho, ou do tetê, do papá ou de dormir. E com isso eles vão se preparando e acostumando com a rotina.

Os comentários da minha sogra e cunhada esse final de semana só reforçaram que esse nosso “jeito” tem dado certo. A Bruneca deu um show de bom comportamento e está de Parabéns. Brincou, passeou, (ralou o joelho..kkk) comeu super bem e dormiu sozinha, como sempre.

Claro que isso não é uma fórmula mágica, claro que às vezes falha, e claro que já perdi a paciência e dei umas palmadinhas nela (outro dia ela ficava me chutando na hora de trocar a fralda, e eu, descontrolada, dei uns tapinhas no bumbum dela. Caracaaaa, ela quase acertou minha barriga!!!) Errei, mas tem hora que é difícil… Mas quanto mais conseguirmos conversar e explicar, menor a chance de dar errado.

E vocês, conversam bastante? explicam, pedem opinião, dão opções à eles?

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.