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Chegou o dia. É hoje que tomo minha primeira anestesia geral. Esse nome já da um “apavoro”!!! Essa palavra existe? Se não existia, acabo de inventar. Não é pavor, é um apavoro mesmo. hahah Há 2 anos descobri pedras na vesícula em um ultra-som de rotina. Nunca tive crise de dor. Como ja comentei antes, o único tratamento é a retirada cirúrgica da vesícula. A opinião é unânime entre os médicos, e eles recomendam fazer mesmo sem crise, para evitar uma possível complicação no caso de as pedras de deslocarem.

Marquei uma consulta com o cirurgião. Em seguida descobri que eu estava grávida. Esqueci disso. Quando a Alice tinha uns belos 9 meses, fui colocar o DIU e lembrei de comentar com a minha médica de Campinas (contei aqui no post Mães, parem de adiar exames e cirurgias!). Ela me indicou a cirurgia de olhos fechados, fui em um médico particular e agendei. Adiei a cirurgia porque o marido estava com muito trabalho e porque eu queria procurar um médico do convênio. Consegui. Vi que a quantidade de trabalho não ia mudar, parei de enrolar e marquei de uma vez. Cada vez que eu comentava sobre isso no instagram ou no snapchat (analumasi), apareciam historias de pessoas que tiveram problemas por adiar e fizeram cirurgias de emergência, e que eu não devia esperar. Outras que operaram preventivamente assim como eu e que foi ótimo e correu tudo bem. O fato é que eu precisava fazer isso logo. Minhas duas tias paternas já fizeram essa cirurgia, conhecidas, amigas, enfim. É mais comum do que imaginamos.

O jejum pré-anestésico (anestesia geral)

Na verdade, o hoje ainda não chegou. Começo a escrever esse post na véspera da cirurgia. São 22:40h. Liguei no consultório mais cedo para lembrar até que horas eu podia comer. Até as 22h. Uns 20 minutos antes a Alice já estava dormindo e levei a Bruna para a cama. A Clara estava no sofá, e então me joguei ali pra mexer no celular. Quando lembrei de fazer um frango com creme de ricota e queijo esticando (algo que não poderei comer por um tempo), vi que já eram 22h. Corri pra cozinha e comecei a cozinhar. 22:15h resolvi dar um Google e saber se o jejum era de 8 ou 10h. Também mandei mensagem no grupo da família perguntando para o meu primo médico. Se fosse de 8h, ainda dava tempo. Li as complicações em caso de ter comida parada no trato gastro-intestinal. Assustador. Desisti na mesma hora de comer qualquer coisa (a última tinha sido antes de 21:30h). Me despedi tomando 2 copos de água, olhei aquele queijo esticando no “molho” branco e nem tive vontade de comer. Já bastava a fatia de bolo de chocolate com cobertura e o enroladinho de frios que eu comi. Já bastava que comi tudo errado nos últimos dias e amanhã não poderei comer o meu “certo”, já que o que mais como depois que comecei a reeducação alimentar é ovo de manhã e salada cheia de azeite no almoço.

Por alguns dias preciso evitar gorduras (até as boas) e mais um monte de alimentos. Acho que por isso que dei essa “jacada” esses dias com direito a batata frita, hambúrguer, bolo de chocolate e queijos.

Voltando a falar da anestesia…

Eu não sei se o que mais me assusta é ficar com todas as funções do corpo “desligadas” (me deixa com o meu drama ok? hahaha eu nunca fiz mais do que uma cesárea e ela já me assustava) ou o fato de ficar em um centro cirúrgico desacompanhada e desacordada. Vou dramatizar ta? Vou além. Ficar despida e “jogada” desacordada com estranhos por perto.

Acho que tenho um trauma de manchetes de jornais como as que envolvem o famoso Dr Roger Abdelmassih, que era idolatrado na minha época de faculdade. Fico tensa pelo Breno que vai ficar do lado de fora querendo notícias. Por mais que seja uma cirurgia simples (por vídeo), tem todo o tempo de preparo e anestesia, mais 1:30h de cirurgia, mais o tempo de voltar dela. Nisso se vão várias horas de angústia e separação. (Aiiii, que drama.) Podia ter uma sala de recuperação com acompanhante né? Poxa.

Já são 23:35h. Minha internação é depois das 5h da manhã. Marido ainda está “trabalhando” (está aqui em casa gravando podcast). Eu só consigo pensar que não comprei verduras suficientes para viver a base de sopa nos próximos dias, que preciso comprar coisas para o aniversário da Bruna na semana que vem. E que vou abusar das amigas pois não poderei dirigir.

Meu primo me respondeu que 12h é o mais garantido. VELHOOOOO, pânico define. Perai, vou ali subir escada, fazer uns polichinelos, agachamento, LPF, e tudo mais pra ver se acelera o metabolismo e se essa comida vai embora logo. HAHAHAHA

 ***

Como foi a cirurgia

São 14:40 e voltei  aqui pra finalizar o post e contar como foi.

 Tomei um remédio para dormir ainda na sala de preparo, mas não deu nem tempo de fazer efeito. Fui para o andar do centro cirúrgico e me deparo com uma mãe e a filhinha de 2 anos e 9 meses prestes a entrar pra cirurgia. Pensei: “Aninha deixa de frescura! Que bom que é você e não umas das suas filhas.” Aquela angustia passou logo. Estava pronta! Entrei 7:30h, o anestesista me deu oxigênio para respirar e disse que ia colocar o anestésico no acesso da veia.  Colocou um tanto, parou, depois voltei pro oxigênio e nessa segunda respirada de ar, dormi. Não vi que horas apaguei, mas foram poucos minutos.

9h o médico ligou pro Breno e avisou que tinha ocorrido tudo bem. Só acordei da anestesia por volta de 10:30, quando a enfermeira conversou comigo que já tinha acabado. Perguntei sobre o Breno, se já tinham avisado, se eu ia pro quarto, entre uma soneca e outra.

Foi suuuper tranquilo, as enfermeiras, técnicos, médico anestesista foram super legais e em nenhum momento me senti jogada e com pessoas desconhecidas. Quando acordei, eu estava na sala de recuperação com várias outras pessoas na mesma situação, fui muito bem atendida e me senti acolhida. Estava segura.

Fui para o quarto, almocei uma sopinha e bebi bastante água.

Não consegui fazer xixi na comadre (deitada) mas pedi para ir ao banheiro as 14h e consegui. Estou no soro (que dura até 24h) mas já me troquei e estou esperando o médico passar para – provavelmente – me dar alta no fim do dia.

O médico cirurgião (Dr. Otavio Galvão) eu peguei indicação de uma mãe no grupo Mães Amigas da Poly e da Mi aqui em Campinas, e a cirurgia foi no hospital Vera Cruz.

Retiramos 10 pedrinhas. Depois que o médico me explicar direitinho eu volto e conto como foi a recuperação.

bjssssss

Aninha

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.