Que nós não devemos criar esteriótipos e segregar atividades de meninos e meninas, brinquedos de meninos e meninas, cor de meninos e meninas, eu já sei. Já falei aqui no blog sobre isso (post) e realmente acho importante deixar claro que as meninas podem brincar do que quiserem, que carrinhos não são brinquedos de menino, assim como brincar de casinha (ou cuidar da casa) não é de menina/mulher. Temos que evitar o sexismo em todas as esferas.

Mas quando você não “nasceu” com essa informação, não é ativista e tenta melhorar ao longo dos anos através de leituras e aprendizado, às vezes cai na “armadilha” do convencional: “rosa para meninas” e “azul para meninos”.

Foi isso que aconteceu comigo sem querer ontem. Fui em uma loja comprar três óculos de natação. Na sessão infantil peguei um rosa. Em seguida fui escolher os de adulto e a Clara veio logo atrás. Achou nos infantis um Azul que estava fora da embalagem e começou a vestir. Eu olhei pra ela e pensei: caramba! Eu peguei o rosa sem nem pensar. Fiz questão de perguntar: “Lala, você quer esse rosa ou o azul?”. E ela respondeu: “A-ZUL, mãe!”. Ah, ta. Desculpa. Ajudei ela colocar e olha a felicidade da baixinha:

óculos azul para meninas sexismo não
Lala e seus óculos azuis

Pensei: Então que seja o azul! E porque não? Ela ama azul. O maiô dela é azul por opção dela, a primeira cor que ela falou foi AZUL. Olhando as fotos que tirei na loja percebi que o rosa não é a primeira opção dela mesmo. Dá uma olhada:

sexismo loja
De olho na bola laranja

Lutar contra o sexismo é muito mais do que lutar contra definição de cores para gêneros. Quando fiz enxoval e quando compro roupas eu sempre vario bastante, mas isso não basta. Não é só a cor da roupa, são as pequenas atitudes durante a educação e criação. São detalhes em casa como por exemplo o marido fazer a parte dele e os filhos verem que não é a mulher que faz tudo, que recolhe os pratos, que lava ou que estende a roupa. O bom exemplo é o melhor que podemos oferecer para que nossos filhos não criem desde pequenos na cabeça deles que isso é de menina, aquilo de menino. Isso de homem, aquilo de mulher. É difícil perceber que estamos errando pois fomos criados assim, em uma sociedade sexista e machista, mas aos poucos podemos corrigir os erros e acertar, ou pelo menos minimizar o efeito disso nos nossos filhos.

Saber que o marido/pai não tem que AJUDAR a mulher/mãe, e sim fazer a parte dele é o começo. Na casa da Ana a divisão de responsabilidades e tarefas é diferente da casa da Barbara, que é diferente da casa da Rose. OK! O importante é saber respeitar o outro e não recusar tarefas porque não “gosta” desse tipo de coisa. Certas coisas tem que ser feitas, independente de gostarmos ou não e precisamos ensinar isso aos nossos filhos.

Esse tema me fez lembrar do livro “Meninos gostam de azul. Meninas Gostam de Rosa. Ou não?”. Ganhei esse livro fofo escrito e ilustrado pela amiga Nívea Salgado, blogueira do Mil Dicas de Mãe. Confiram abaixo a “leitura” feita pela Bruna (após eu ler pra ela).

Bjsss

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.