Em setembro de 2014 eu escrevi um post sobre Checkup e a necessidade de nos cuidarmos, inspirada na história da Marina que descobriu sem querer um câncer de ovário nos exames de rotina.

Procurei uma GO em Alphaville, Dra. Cecília Bueno que me passou um taaaanto de exames que eu nunca tinha feito e descobri no ultra-som de abdômen que eu tinha cálculo biliar (“pedra na vesícula”). Ela me indicou cirurgia e fez o encaminhamento (e familiares médicos assinaram embaixo) mas no mês seguinte fiquei grávida da Alice e cancelei a consulta.

Vesícula  biliar  de  forma,  contornos  e espessura das paredes normais.
Múltiplos  pequenos  cálculos  entre  0,3  e 0,5 cm. Não há dilatação das
vias biliares intra ou extra-hepáticas.

Depois de me mudar pra Campinas, troquei de médica e no pré-natal ela fez as perguntas de histórico médico, cirurgia anterior e não lembrei de mencionar os cálculos. ?

A Alice nasceu há 10 meses e somente na semana passada na consulta após colocação do DIU lembrei de falar.

Nunca fui uma pessoa medrosa, mas também não queria ficar tomando anestesia geral “à toa”, então achei que estaria “tudo bem” esperar desmamar a Alice, procurar um cirurgião plástico daqui a 1 ano e meio para colocar silicone – se eu tiver mesmo coragem – e fazer tudo de uma vez. (Quando parei de amamentar a Bru e emagreci muito meu peito sumiu (post), então sei que daqui um tempo vou querer preencher o espaço que hoje é ocupado pelo leite e pelas gordurinhas extras. Rsrs)

Ela me falou pra não esperar e literalmente desenhou a vesícula, fígado e colédoco, pra explicar que se o canal entupir, a dor é enorme e a cirurgia pode ser de emergência. E nesses casos, dependendo do tamanho do problema, às vezes não é nem possível fazer por videolaparoscopia. (Uma paciente dela fez uma dieta super restrita na gravidez e operou 20 dias após o parto.)

calculo na vesicula cirurgia

Além disso, são duas cirurgias e recuperações completamente diferentes. Na da vesícula eu poderei pegar a Alice no colo em alguns dias.

Por coincidência o pai da Dra Mari é cirurgião (Dr. Aléssio Simões) e peguei a indicação dele.

Consegui já fazer o ultra-som hoje e marcar a consulta para a próxima semana, quando ele vai avaliar e deve pedir mais exames pré-operatórios. Não tenho muitas pedras, mas como o único tratamento para a Colelitíase é a retirada da vesícula, não tem porque esperar.

ultra-som abdome vesícula biliar com cálculo

Tinha uma imagem um pouco melhor, mas não foi anexada ao laudo. Tem cerca de 4 pedrinhas de menos de 0,5cm.


Mas e a amamentação? 

Perguntei pra Mari se então era melhor esperar desmamar, e como falei acima, não é indicado esperar.

Quanto à amamentação, ela disse que a anestesia metaboliza em cerca de 6 horas, então não seria nenhum problema, visto que a Alice se alimenta bem.

A internação é rápida e a alta acontece no mesmo dia.

Fatores de risco para desenvolver Colelitíase

Li no post do site do Dr Daniel Santana, que os fatores de risco são os “5F’s”: Female (mulheres), Fat (obesos), Fertile (fértil), Forty (na casa dos 40) e Family (Histórico familiar).  Além disso, há uma relação com pacientes portadores de anemias hemolíticas (quem me conhece há mais tempo sabe que eu tenho uma anemia não esclarecida – não é carencial, ferro, vb12, falciforme nem talassemia – e possivelmente hemolítica, que mesmo com milhares de exames não foi fechado um diagnóstico). Bom, então tenho 4 desses fatores já que minhas 2 tias paternas já fizeram essa mesma cirurgia.

Depois conto mais. Dizem que é super simples e a recuperação bem rápida.

Bjosssss

Imagem: Vesícula biliar em Shutterstock

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.