Oi pessoal,

O post dessa semana é um depoimento….que começa com uma preocupação mas felizmente acaba bem!! Ufa…

Alguém adivinha o que significa Síndrome de Osgood Schlatter???

Parece um baita palavrão e a gente leva um susto quando ouve do médico: “Olha, sua filha tem Síndrome de Osgood Schlatter”. Daí o coração dispara e você pensa: Socorro!!!

Calma, pois o nome é bem pior do que a coisa em si, mas o post tá valendo, já que isso é bem mais comum do que a gente pensa.

Então vamos dar nome aos bois….

Síndrome de Osgood-Schlatter (OS) é uma doença osteo-muscular (e extra–articular) comum em adolescentes, predominantemente do sexo masculino da faixa etária dos 10 aos 15 anos. É uma inflamação que ocorre na cartilagem do joelho e no osso da tíbia devido ao esforço excessivo sobre o tendão patelar, causada por um crescimento muito rápido ou por exercícios físicos extenuantes.

Bem….há 3 meses minha filha de 10 anos começou a se queixar de uma dor repentina no joelho esquerdo, na época ela fazia natação 2x por semana e tinha começado a treinar handebol. Levei ao médico e não foi difícil descobrir que era Síndrome de Osgood Schlatter.

De acordo com as explicações  parecia ser a tão famosa “dor do crescimento”. Mas não era bem assim.

Mas vamos ao histórico….

Certo dia escrevi num post….”quando sua filha começa andar aos 9 meses você já deve prever o que te espera no futuro”. A verdade é que ela sempre foi agitadinha e começou a se exercitar muito cedo.

Então tudo começa assim….ela foi para a natação com 2 anos e parou com 5, foi para a escola de esportes do clube aos 6, migrou para a Ginástica Artística com 8. Parou a contra gosto 1 ano  e meio depois, pois ela é alta e forte, portanto é pesada e tem um biotipo incompatível com essa modalidade. Aos 9 voltou para a natação e a novidade deste ano foi o handball na escola.

Mas a garotada entre 10 e 15 anos tem os chamados estirões de crescimento. Os ossos ainda estão pouco calcificados, portanto cuidado dobrado com impactos nas articulações que estão bem próximas na região onde o osso cresce.

Outra coisa pra ficar ligado é o over trainning, ou seja, excessos de exercício estafam e sobrecarregam articulações, cartilagens, tendões e músculos.

E o resultado dessa combinação? Osgood Schlatter, 3 meses com atividades físicas suspensas, fisioterapia, anti inflamatórios e uma dor chata….beeeem chata. Além disso, administrar uma criança que do dia pra noite para de se exercitar. Mudanças de humor, ansiedade, alterações dos ciclos do sono, aumento de peso e apetite e chororô…..muuuuito chororô!!!!

A escolha do médico é importante, e eu fui recomendada e optei por buscar um especialista em joelho para evitar problemas crônicos futuros.

Mas foi na fisioterapia que aprendi de verdade onde mora o problema.

A garotada sai por aí fazendo esporte, colocamos na natação, no futebol, no ballet……

Nessa fase do desenvolvimento além das mudanças do metabolismo e do crescimento acelerado, a musculatura começa a se desenvolver muito. Mas e o alongamento? Quem faz? Como faz?

Descobri que essa etapa do exercício não tem a atenção devida, nem na escola, nem na aula de natação nem na cabeça da turminha 10&twelve. E não tinha muito na minha também…confesso.

Quando o fisioterapeuta perguntou pra ela se ela fazia alongamento ela respondeu: “tipo mais ou menos, quer dizer faço médio, não, quer dizer faço. É….tipo… acho que faço”. Bem….risadas a parte, resumindo: ela NÃO faz.

Foi preciso uma boa dose de paciência pra madrugar na fisio 2 vezes por semana, para alongar a musculatura, que no caso dela já estava super encurtada e pra administrar a dor.

Uma chateação que atrapalhou até as brincadeiras na hora do intervalo da escola, que a deixavam como ela mesma dizia “forever alone”…enquanto os amigos corriam pra lá e pra cá. Oh…dó!!!

E foi um tal de estica e puxa que parecia não ter fim. Deu vontade de desistir, deu vontade de dar um perdido e deu vontade de esquecer o assunto e voltar pra natação e pronto.

Um belo dia fomos a uma festa e ela esqueceu de tudo: brincou, pulou na cama elástica, correu…parecia feliz, mas no final quando o corpo esfriou foi um desastre.

A consciência dela começou ali e isso foi fundamental para perceber os limites, o que considerei importante para ela entender porque não dá pra sair por aí fazendo natação, handebol, ginástica, corrida, equitação e afins, tudo ao mesmo tempo agora.

Mas a boa notícia é que depois de 3 meses ela foi liberada pelo ortopedista para voltar a fazer esportes. E o post dela no Facebook  traduz como ela se sentiu e dispensa comentários:

Tivemos eu e ela muitos aprendizados importantes com tudo isso, que valem para evitar o problema.

A Síndrome de Osgood Schlatter só dá trégua quando o crescimento acaba. Saber lidar com ela vai ser o grande X da questão.

Nesse meio tempo a gente vai ter uma dorzinha aqui outra ali.

É  importante saber dar uma nota de 0 a 10 pra dor e tomar os cuidados necessários.

O primeiro passo para eliminá-la é aloooooooooongar muuuuuito.

Se isso não resolver, uma bolsa de gelo por 20 minutos é praticamente 100% de chance que a dor vai embora.

E para finalizar o melhor é poder brincar, se exercitar, mas sem esquecer de alongar!!!!

Beijos

Cami

Sobre Camila

Mãe da Victória e da Helena, aprendiz de escritora, apaixonada por essa galerinha 10&Twelve.