30 comments

‘Todo mundo’ diz que o casal precisa de um tempo. Sim, precisa. Mas não é tão simples essa decisão.

Há alguns meses surgiu o “convite” para acompanharmos meus cunhados em uma viagem à Disney. Desde então meu marido manisfestava a vontade de levar nossa pequena conosco nessa aventura… Mas gente, não rola. Não agora. Imaginem a cena: Vamos em 2 casais… chegam os 5 na “porta” da montanha russa ou outros brinquedos… 3 vão e um fica pra trás cuidando da Bru já que vários brinquedos tem restrição de altura. Aconteceria um revezamento.

Outra questão: nós adultos podemos ficar horas sem comer ou ir ao banheiro. E os bebês e crianças? Pensem aqui na full-time mom indo pra Disney e continuando full-time com alimentação, suco, leite, fralda, sono, carrinho, bolsa, fralda, empurra, carrega, segura. Sai do parque, vai pro outlet e volta pra casa a noite. Sim, pensei em mim. E nela. 

E outra.. ela nem sabe o que é Disney, nem Mickey, nem nada do tipo. Por enquanto só conhece a Galinha Pintadinha. Não vai fazer falta nenhuma e ela nem iria aproveitar.

Essa decisão foi muito difícil. Pensada e repensada várias vezes. As avós bem que podiam ir com a gente né? Pois não podem. Minha mãe é professora e o calendário escolar não permite que ela saia de férias em abril… minha sogra está num emprego novo e ainda não tem férias vencidas. Pois é.

Acho que pela primeira vez pensei:”Porque eu não tenho uma babá?!” Seria bem mais fácil. Não que eu fosse pagar pra babá ir pra Disney… ainda não estou “rasgando” dinheiro não. Mas se eu tivesse (a babá), seria mais fácil para deixá-la sob os cuidados de alguém, por exemplo dentro da casa da minha sogra. O nosso maior problema na tomada de decisão era: Ok, ela fica… mas onde e com quem?

Não, se ela frequentasse a escolinha não iria adiantar pois moro longe e a minha sogra trabalha o dia todo.

Com a dinda? Teria que ir até Brasília levar e buscar e os avós morreriam de ciúmes! hehehe

Com a vovó e tios? Iria atrapalhar pois todos trabalham.

Depois de pensar, conversar, negociar, resolvemos que ela vai pra Minas ficar com a minha família. Lá é tudo mais simples. Dá pra sair do trabalho e em 5 minutos estar em casa. Tem avó, avô, avó “torta”, tios, primos, bisavós, amigos… Eu vou ficar com muita saudade, mas a Bru vai ter bastante distração.  Imaginem só que até viajar na Páscoa com o vovô ela vai!

Agora estou preparando o “Guia da Bru”, já que eles não estão acostumados com a rotina dela. Depois posto detalhes aqui… hahahaha O Steve (nosso cachorrinho) já está lá esperando pela Bruneca.

Já que decidimos que ela fica, resolvemos dar um pulinho em Nova York antes de Orlando. Vai ser tudo de bom. Estive lá outras vezes, mas somente no inverno. Mal posso esperar pelo Central Park florido na primavera. 😉

Parece que fui fria com essa decisão… Realmente, tentei ser racional…. o emocional vou deixar pro dia em que pegar o carro rumo à São Paulo. Chorar alguns minutos (ou seria horas??) sem parar.. depois lembrar e chorar mais um pouco… e assim vamos. Preciso.

Só sei que durante o dia, quando lembro que em menos de 10 dias vou “deixá-la” começo a apertá-la e beijá-la. MUITO. Começa a dar um apertinho no peito.

Ela me olha com uma cara tipo: “Tá doida mãe? O que que tá pegando?”

Nem te conto, filha. Nem te conto.

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.