Quando chegou a hora de mudar a alimentação da Bruna de “exclusivamente leite materno” para “introduzindo a alimentação sólida”, me bateu uma insegurança(zinha)… e agora? O leite era só oferecer na hora e pronto. Não precisava esquentar, “adoçar”, “salgar”, estar macio e gostoso… Deus já envia tudo prontinho. Mas e a sopinha ou papinha eu nunca havia feito… Pensei: ferrou!!! hahah

Bom, fui buscando opiniões e experiências com a pediatra, com a madrinha da Bru, mãe, sogra e colegas de trabalho.

Agora vão algumas dicas:

  1. A sopa não precisa (e não deve) ser temperada com sal. Seu bebê ainda não sabe o que é “comida salgada” e basta temperos como cebola, cheiro verde, alho, azeite (entre outros) para deixar a comida saborosa e bem diferente do “doce” do leite e das frutas. O sal pode ser introduzido depois de um tempo, com moderação.
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  2. A água do cozimento dos legumes pode ser reutilizada para o cozimento do macarrão ou arroz, enriquecendo mais ainda a alimentação (inclusive a água do cozimento no vapor!).

  3. Eu aproveito os talos de brócolis no cozimento do feijão. Beterraba, cenoura e outras verduras também são bem-vindas.

  4. A sopa não deve ser batida no liquidificador, e sim amassada. No máximo passada na peneira, o que eu particularmente não gosto e nunca fiz.
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  5. Para as primeiras sopas o ideal é colocar menos ingredientes, para facilitar a identificação de uma possível reação e também para que o gosto sempre seja diferente. Quando colocamos ingredientes demais, as sopas vão ficando com o mesmo gosto.
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  6. A sopa deve ser colorida e por isso deve ser colocado um ingrediente de cada “cor”: amarelos (mandioquinha, batata, etc), alaranjados (cenoura, abóbora…), vermelhos (beterraba…), verde escuro (brócolis, couve…), verde claro (xuxu, abobrinha…)… (Calma, uns 3 desses já está ótimo… assim você vai variando o sabor e oferecendo todos os minerais e vitaminas necessários em uma dieta equilibrada); Além é claro da proteína presente nas carnes e quando liberado pelo pediatra, o arroz ou macarrão.
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  7. Quando a sopa ou papinha for ser totalmente consumida, sem desprezar o “caldo”, não há necessidade de cozinhar a cenoura inteira e com casca, como muitos dizem. Cortada ela cozinhará mais rápido e as vitaminas “perdidas” estarão na água, portanto presente na alimentação.
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  8. Verduras como brócolis, xuxu, couve-flor são de rápido cozimento e podem ser feitas no vapor. Já a cenoura, batata e beterraba ficam bem mais macias quando cozidas na panela de pressão.
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  9. Além é claro dos tradicionais “tupperware”, existem potinhos vendidos em lojas de bebês para guardar pequenas porções de sopinhas e alimentos cozidos, permitindo assim que se descongele só o que for usar. O meu são 8 potinhos em cada bandejinha, mas existem outros em que um encaixa sobre o outro, economizando espaço no freezer. Eu prefiro ficar horas na cozinha um dia só e depois vou descongelando itens variados para não desperdiçar alimentos que são consumidos parcialmente e estragam na geladeira.

  10. Ao congelar carnes cruas, também é interessante guardar em pequenas porções, garantindo assim que terá sempre um alimento fresco e sem desperdício. Um único filet de peixe (saint peter, salmão…) eu corto em alguns pedaços e congelo na própria bandeja. Uma bolinha de carne moída quando colocada no microondas para “descongelar”, cozinha por inteiro e fica igual a uma almôndega! Super prático! (um dia esqueci lá no tempo total e ganhei um bolinho de carne cozido! rsrs)

Espero ter ajudado… dicas e experiências são sempre bem-vindas!

BJINHOS!

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.