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Hoje estou sentimental. Não sei se foi uma notícia ruim de ontem a noite (nada grave), mas dormi pensando no que aconteceu e acho que a carga negativa me fez ter um pesadelo.

Não foi como nos meus pesadelos de criança, que o “homem do saco” me pegava na rua. Que eu tentava gritar e a voz não saía. Que eu ficava presa e não conseguia correr. (Por isso NUNCA ameacem seus filhos com essas figuras).

Foi diferente. Era muito real. Essa noite sonhei que eu e meu marido estávamos em um vôo (tipo indo pra China, sei la) e teve um acidente. Foi horrível ficar presa a esse sonho sem saber se iriam nos encontrar, se iríamos ver nossa família de novo e se eu ia conseguir ficar com ele o tempo todo sem outro “acidente” que nos separasse antes do resgate.

Assim que me libertei do cansaço e do sonho, acordei. Busquei o significado do sonho com avião e acidente. Dizem que é medo de más notícias. Mandei mensagem pra saber do meus avós, mas estão bem. Meus pais eu vi na semana passada. Então acho que a notícia ruim foi a de ontem a noite mesmo que envolvia segurança de familiares.

As meninas dormiam do meu lado, mas o nó na garganta não estava ali. Claro que fiquei feliz de tê-las ali dormindo comigo e estar pertinho, mas com o marido em uma semana de trabalho “preso” em um hotel a alguns quilômetros daqui, a saudade dele é que apertava. Comecei a chorar, as crianças acordaram. Abracei muito, enchi de beijos e levantamos.

Desde ontem estava me programando para escrever post aqui no blog sobre outros assuntos, mas não consigo. Isso não sai da minha cabeça. Mandei mensagem contando, mas quando ele me ligou desabei a chorar. Como agora. De novo. Em seguida a Bruna o chamou no FaceTime e o nó na garganta parecia maior ainda. Desabei. Respirei fundo pra prender o choro e com a cara inchada disse que estava tudo bem e que podia ficar tranquilo. Depois que desligou fui lavar o rosto e chorar mais um pouco.

Ele já volta hoje, não tenho motivos pra preocupação, mas não passa. Dói lá dentro. Deu saudade. Deu saudade também de quem eu não vi na semana passada… minha sogra (que é uma mãe), cunhados (que são como irmãos).

Só consigo pensar que é impossível calcular o tamanho de um amor e quanto sentimento cabe dentro do peito. Vejo que Deus cuidou muito bem de nós ao mudar o nosso destino no ano passado e não irmos para o exterior. Talvez ainda não estivéssemos preparados. Eu acho que não tinha noção de como a saudade pode doer.

Nos conhecemos há 15 anos. Não foram só momentos bons e fáceis. Lutamos muito e passamos muitos perrengues juntos. Percebi que não sei viver sem ele. Sem todos. Sem a minha família completa. Pode parecer exagero mas esse sonho mexeu muito comigo. É só pensar no meu amor, no meu companheiro, amigo, marido, que dói. Dá o nó na garganta, a lágrima escorre pelo rosto… E a cara inchada? Tá demais de feia. kkkkk

Contando as horas pra ver meu bem… Dizem que não existe alma gêmea né? Sei não… 

Desculpem o desabafo. Estava precisando escrever.

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.