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Uma das coisas mais difíceis de lidar no puerpério é o fato de ficarmos reclusas por um tempo já que o bebê novinho não deve ficar indo para a rua antes de tomar as vacinas e é difícil se ausentar (e querer se ausentar) mesmo que por curto períodos quando o bebê ainda não tem uma rotina e a amamentação segue como deve ser, em livre demanda. Lembro que após o nascimento da Bruna, minha primeira filha, eu assistia a todos os seriados da TV fechada que passavam a tarde. Era eu e ela, peito e trocas e mais nada pra fazer. Ao mesmo tempo a maioria das novas mães sente uma solidão imensa.
Eu ainda tinha uma vantagem que no apartamento que morávamos na época tinha ma varanda boa, com direito a ir tomar sol, mas chega uma hora que ficamos bem cansadas de ficar em casa e por isso muitas vezes receber visitas é uma salvação.
Quando ela começou a passear, conseguimos ter um pouco mais de liberdade.

Depois que tive a segunda, a Clara, não me limitei tanto já que eu tinha uma vida paralela ao pós-parto e com isso a experiência foi bem diferente. A mais velha precisava ir para a escola e voltar. A escola ficava na esquina de casa (e por isso escolhi essa), então era fácil colocar a pequena no Wrap Sling e sair pra cima e pra baixo.  Mãe de segunda viagem precisa desencanar um pouco mais e seguir com os compromissos do filho mais velho. 

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Com menos  1 mês ela já ia ao supermercado pois eu precisava de algumas coisas e não podia esperar meu marido voltar do trabalho. Deixava ela bem enroladinha ou então “guardadinha” no sling.

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Mesmo ficando mais desencanada com as saídas, o pós-parto é mais difícil pois você não fica 100% disponível para o bebê por conta da amamentação e trocas. O bebê mama sim mas o filho mais velho precisa da comida na mesa no horário, precisa almoçar E jantar (tem dias que a gente deseja que só tivesse uma refeição), precisa tomar banho, dormir, brincar. É aí que começa a dificuldade de ter dois filhos, quando um precisa de um tipo de cuidado e o outro de outro. Quando os dois entram na mesma rotina de alimentação e brincadeiras a coisa fica beeeeemm mais fácil.

Agora na terceira “viagem”, comecei a sentir um pouquinho da falta de liberdade hoje. Pois é… amanhã completamos só 1 semana de vida da Alice, mas a Bruna voltou às aulas. Não “poder” levar e buscar a minha pequena todos os dias me parte o coração. Fiquei imaginando a carinha dela na saída da aula e já fiquei morrendo de saudades. Corri pra esperar ela na porta e perguntar como foi a aula e o que os amigos fizeram nas férias. Mãe é um bicho besta né?

Bruneca

A Clara, como sempre, fez questão de levar e buscar a Bruna. Tivemos a sorte de o meu marido ainda ter tirado um dia a mais da super-licença (#sqn) de 5 dias. Imagina como seria se não tivéssemos essa flexibilidade? Se a minha sogra não tivesse vindo passar a semana aqui, se a minha mãe não pretendesse voltar na semana que vem? Iria eu dirigir uma semana depois do parto e lavar uma recém-nascida para uma escola cheia de crianças pra conseguir continuar nossa rotina? Acho que sim. Mãe de 2 ou mais não tem muita escolha.  Depois que ela tiver uns 20 dias acredito que já vá dar uma voltinha dessa porque eu duvido que meu marido consiga levar e buscar todos os dias por mais que se esforce. Como uma mãe de dois, três faz “resguardo”?? Não faz, né? Ou então se rende à Van Escolar e terceiriza algumas coisas.

Nessas horas ter tido um parto natural e recuperação tranquila alivia bastante. Saber que na pior das hipóteses eu posso me enfiar no carro e ir onde precisar é bom, mas ao mesmo tempo preciso segurar um tempo em casa até minha pequenina começar a tomar as vacinas.

Como eu tive a Alice em casa, as visitas médicas também aconteceram aqui, assim como a consulta com a pediatra, ou seja, nem aquela escapadinha para ir ao médico tivemos. Não estou reclamando, só constatando. Nessas horas é importante tomar um belo banho, trocar de roupa e não ficar de pijamas o dia todo (apesar do chinelo e quarto entregar que você não vai sair de casa). kkkkkk

Por aqui parece que a cada filho o pós-parto fica mais fácil do ponto de vista da amamentação, cuidados, gerenciar a casa e as atividades (claro que com a ajuda que tenho facilita bastante), mas mais difícil do ponto de curtir a solidão, o sossego, a amamentação. Por mim eu já estaria ligando meu carro, indo aos correios, levando a Bruna à escola e passando no hortifruti.

Não consigo imaginar um pós-parto como o primeiro que tive. Licença-maternidade de 4 meses sem compromisso nenhum e sem pensar em trabalho. O único compromisso era dar peito e trocar fralda. Dessa vez em menos de 7 dias já preparei encomendas para os correios duas vezes, escrevi posts, respondi e-mails, comentários, amamentei, troquei, acordei de madrugada, dei algumas refeições e banhos nas meninas. Mas só consegui isso sem ficar maluca porque tenho uma funcionária, sogra ou mãe presentes, marido em casa por alguns dias. Semana que vem começa a ficar um pouco mais puxado.

A vocês, mães de 2 ou mais que ainda precisam cozinhar, lavar, passar e limpar, AQUELE ABRAÇO. \o/

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.