Há exatos 2 meses nasceu a Alice. A letra que faltava no meu abecedário.

Bruna e Clara se completam, eu sei, mas não sei como um dia me vi (só) mãe de duas. Nem preciso dizer que estou realizada sendo mãe de 3, né? Assim como na família do meu marido, são 3 filhos. Assim como na minha casa, 3 filhas meninas.

O dia começou há algum tempo. Alice já mamou e eu já tomei café da manhã com o marido.

São 9:15 e enquanto escrevo esse texto tranquilamente consigo ver as três pessoas que coloquei no mundo. Duas barracas  coloridas na varanda servem para uma brincadeira de faz de conta, que imita a vida dos desenhos. Uma é a Dora, a outra o Diego. Um pouco mais à esquerda vejo um bebê dormindo no sofá.

filhos

Foi a primeira vez que coloquei a Alice de bruços para a soneca. Sinto que ela ficaria bem aconchegada.

soneca de brucos

A brincadeira de faz de conta acaba e logo a sala está cheia. A Bruna, preocupada em deixar a irmã bebê bem confortável, levanta sua cabeça e coloca a ponta de uma almofada. “ei, Bru, de bruços não é legal colocar travesseiro ta?”. Ela se desculpa e tira rapidamente, deixando claro que o fez com a melhor das intenções. Volto a escrever e quando olho pra frente de novo, a bebê está coberta com uma manta peluda rosa, a preferida da Bru. “Bru, está muito calor meu bem. Não cobre ela não” (o termômetro marca 27 graus). “Ahhh ta mamãe, eu queria emprestar pra ela porque está limpinha!”

Não preciso dizer que me derreto de amor né? Mais alguns minutos depois, escuto: “Mamãaaaae, vem me limpaaarrrrr!” – momento choque de realidade materna. 

Alice se espreguiça, acorda, resmunga, tenta levantar a cabeça (pela segunda vez). Na primeira a Leninha estava por perto e me vendo concentrada escrevendo algumas frases, deu a chupeta. Agora vou dar um colinho. (Enquanto terminava de escrever a última frase, levo uma bronca:  “Mãe vem aqui, ela tá chorando!!!!”)

PAUSA NO POST

Pego minha pequena, faço aquele teste clássico passando o dedo no lábio superior pra ver se ela se anima em mamar e ela quase come meu dedo. haha

Bebê ganha peito. Irmã do meio, que até então estava na dela, senta ao meu lado e pede fazendo voz fina imitando um bebê falando: “Vem no colo da sua irmã! Vem bebe. Vem bebe. Vem bebe. Vem no colo da sua irmã, bebê.”

A outra se revolta: “Nãoooo, eu pedi primeiro! Quando ela estava dormindo, não foi mãe?”

Foi! Depois de mamar, a irmã aguardava ansiosamente. Coloquei alguns segundos em pé e falei enquanto a ajeitava: “Já já ela deve arrotar, espera aí”. E recebo uma resposta atravessada: “É só colocar ela sentada, UÉ!!”, ansiosa pra dar colo pra irmã. Meu olhar mal encontrou o dela e escuto “Desculpe pelo UÉ!”. Hum!! Alguns minutos de colo e é hora de revezar. Bruna se levanta, Clara senta e entrego pra ela. Acho que foram menos de 2 minutos e pronto, já podia tirar.

Elas começam a jogar no iPad e dar comidinhas no joguinho. Depois elas começam a almoçar. Menos de 10 linhas escritas. A Leninha pergunta o que a Bruna quer levar no lanche (foi uma prática que me vi obrigada a adotar pois a lancheira voltava com mais da metade do lanche sem comer e perdia muitas frutas). Parei tudo e fui lá com ela.

PAUSA NO POST (mentira, as 2 últimas frases eu escrevi depois de voltar).

Ela veio perguntar se tinha a bolachinha furadinha sabor queijo. OI??? Fui até a despensa e mostrei uma bolacha furadinha “dita” integral que eu havia comprado para esses dias de necessidade de besteira que não era lá tão porcaria. E ela disse que era uma vermelha. Bingo! Foi uma bolachinha que comprei e que comemos num final de semana. “Epa epa epa! A da caixa vermelha que eu comprei uma vez? No lanche? ta doida, menina! Isso é porcaria, só no fim de semana!!”. Ela dá aquela risadinha tipo “ahhh ta… bom, eu tentei mas não colou.”

E então resolvo fazer um bolo de cenoura pra ela. Meia receita. Meia receita adaptada. Começa uma farra de bolo feito a 6 mãos.

hora do bolo

Preparamos o bolo. Fiz um teste no microondas que ficou tempo demais. Vamos fazer outro teste no forno com pouca massa. Volto a escrever essa meia dúzia de linhas e a Leninha que lembra de por o bolo no forno. Quando vejo já são 12:16. Preciso almoçar e tomar banho. Os planos de aproveitar a saída e levar a Alice pra vacinar serão impossíveis de cumprir, porque aí ela vai querer mamar, vou dar banho e só daria certo sair daqui a 1:30h e não em 40 minutos.

A Leninha está dando banho na Bruna. Clara vem me falar que fez cocô – na calcinha. Leninha está dando banho nas duas. Santa Leninha.

Resumindo: Voltarei pra casa perto das 14h e não fiz praticamente nada, mas fiz. Depois tem mais mamá, banho, vacina. Aí busco na escola mais cedo, levo o marido no aeroporto e acho que a noite consigo tirar foto da Alice com body de 2 meses. É só uma troca, é só uma foto… mas agora não dá tempo.

Ela começou a chorar. Será que vou almoçar mesmo? Ou só as 14h?

Ufa, chupeta resolveu e ela voltou a dormir. (e de barriga cheia eu sei que ela está)

Já são 12:30h….Isso porque eu não precisei cozinhar, lavar roupa, nem fazer nada além de acudir pequenos chamados e escrever.

Abraços apertados pra quem faz mais e muito mais.

Ahhh! era pra ser um post sobre os 2 meses da Alice, mas a pauta foi mudando conforme as linhas saíam, conforme eu fui requisitada. O título ganhou um acréscimo. Afinal, existe 2 meses sem as irmãs? Não.

 

Bjsss

 

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.