Hoje mais uma semana se completa. Ao todo, 16 semanas de gestação. Entramos hoje na décima sétima semana. Fiz uma breve comparação no último post sobre os estágios da gravidez, com 14 semanas.

Com 16 semanas recebo alforria do médico para alguns procedimentos: Pintar os cabelos, descolorir os pelos (não que eu faça), além de exercícios e drenagem que já estavam liberados mas que eu ainda não consegui fazer.

Médicos, condutas e humanização

Essa é a primeira gravidez em que eu passo muito mais tempo pensando em parto e como me preparar para ele do que em enxoval. Na da Clara esse assunto já me tirou o sono, hoje não. Hoje eu penso, estudo, procuro indicações e referências, mas não por medo da dor, e nem do desconhecido, mas para me empoderar e buscar os profissionais certos para quando o dia chegar, eu conseguir ter o parto o mais próximo do ideal pra mim, dentro do possível.

Comentei no último post que eu fui no meu GO que é super a favor de normal, mas é tradicional: usa analgesia para conforto da mãe e episiotomia em todos os partos. Como eu já comentei, eu busco dessa vez um parto natural humanizado, então gostaria de ter uma equipe que pensa como eu para não me chatear no momento mais feliz e importante que é o nascimento do bebê.

Na semana passada eu recebi um telefonema “surpresa”: consegui um horário na médica “humanizada” que a minha amiga indicou. Ela disse que com ela eu teria o parto dos meus sonhos! Cátia Chuba é o nome dela! Fui e expliquei tudo pra ela: como foi o primeiro parto e principalmente o segundo. Falei que não tive muita assistência no meu trabalho de parto pois o médico estava viajando. Tive meus medos, insegurança e momentos de muita tensão. Já que foi um parto sem analgesia, eu vi que era capaz. Expliquei que buscava um parto natural e ela me disse: “Se você busca um parto natural, AGORA você veio no lugar certo.”

Ela me falou a incidência de analgesia usada nos partos dela (cerca de 30% por vontade da mãe), episiotomia (2 nos últimos 8 anos) e intervenções (cerca de 10%). E disse que eu preciso trabalhar bastante a dor que eu senti no parto da Clara para superar. É isso o que eu quero.

Ela explicou como é o acompanhamento do trabalho de parto com a obstetriz (que vai até a minha casa para ver como está a evolução) e a partir de que momento ela fica direto comigo, até ir para o hospital (e lá continua). Ela explicou que por causa desse acompanhamento eu não preciso ir e voltar do hospital sem necessidade, ser submetida a exames de toque ou descolamento de membrana sem o meu consentimento ou do médico, e não passaria por tudo o que eu passei sem assistência (como contei no post Os pródromos e o pré-trabalho de parto).

Em seguida veio a bomba: “Você começou contando que o médico estava viajando no seu parto e eu já fiquei de cabelo em pé. É o seguinte: Eu vou para a Alemanha em julho e estou comprando a passagem de volta ainda, mas será por volta de 15 ou 16.” Claro que ela também tem uma médica humanizada que trabalha com ela e estaria no parto, e que a assistência seria a mesma porque terei a obstetriz o tempo todo do lado, mas foi um susto. (Lembrando: Minha DPP corrigida pelo primeiro ultrasom é até 28/07, e a Clara nasceu com 38 semanas e 6 dias)

Vocês sabem melhor do que ninguém o quanto eu já escrevi nesse blog “pois o médico estava viajando” né? Caraaaaaaa, nessa hora eu fiquei brocha. Foi um balde de água fria. Pensei: Será? De novo?

Um pouco mais tarde conversei com a minha amiga que me indicou ela, e ela disse que a médica que substituiria ela seria uma médica tão boa quanto e no parto dela quem estaria lá caso a Catia não estivesse seria a esposa do Jorge Kuhn. Quem já estudou um pouquinho de parto humanizado, conhece o nome dele.

Bom, aí uma outra amiga me disse: então porque você não procura direto o Kuhn e equipe e vê se estarão disponíveis? Não, sei… fiquei pensando, mas como ela foi uma fofa eu também não queria ir em vários médicos, sabe? Sinto que não estou sendo fiel. É estranho. hehe

Ela me pediu para quando tiver certeza se vou ou não ficar com ela, para avisá-la e assim ela se programa. Já deixei a próxima consulta marcada e tenho mais algumas semanas para pensar.

Como meu marido não conseguiu ir nessa consulta, ele fez algumas perguntas e eu não soube responder, mas como eu encontrei minha DOULA <3 (e ainda não tinha contado aqui pra vocês) ela mesma me ajudou a esclarecer algumas dúvidas. Prometo contar pra vocês em breve! Ainda não fui na consulta pessoalmente, só trocamos muitas mensagens de texto, voz e e-mail, mas é uma pessoa especial.

Eu também não sei até que ponto é “feio” acompanhar com mais de um médico (visto que ainda não avisei o meu médico que eu estava procurando uma equipe de humanizado). Com ele eu também teria a obstetriz, mas uma obstetriz “normal”, que trabalhava em maternidade e não humanizada. Continuo consultando? Me contem: o que vocês pensam sobre isso??

As 16 semanas

Como contei no post sobre o Sexo do Bebê e a escolha do nome, o médico do Ultrasom de 11 semanas disse que achava que era menina. Hoje, com 16 semanas, fiz outro Ultrasom e está confirmadíssimo: ALICE está a caminho para completar o trio de meninas da nossa família!

A idade gestacional bateu exatamente com a do exame. O líquido está normal. A placenta idem (grau 0). O coraçãozinho a 152bpm, pesando por volta de 148g e estimativa de 9 a 10cm de comprimento.

É isso aí!!! Bebêzinho a todo vapor. Próximo ultrasom: 20 semanas (morfológico de segundo trimestre, o mais importante da gestação. Saiba porque aqui.

16 semanas gestação segundo trimestre

Bjos bjos

Sobre Aninha

Mãe de um trio de meninas: Bruna (6), Clara (4) e Alice (2). Dedico meu tempo à minha família e ao LookBebê. Antenada, adoro redes sociais e tecnologia e mais ainda, compartilhar conhecimento e informações sobre a maternidade. Sou (fui) Biomédica, pós-graduada em Engenharia Biomédica, mas optei por mergulhar de cabeça na maternidade.